C OREIA EM FOCO
EMBAIXADA DA REPÚBLICA DA COREIA Brasília-DF
EDIÇÃO 4 — MARÇO 2010
Dois anos se passaram desde o co- meço da administração do Presidente Lee Myung-bak, que se iniciou com a visão de transformar o país em uma
“Coreia Global”. A administração não mediu esforços para alavancar a posição da Coreia no mundo, bus- cando políticas externas pragmáticas e fortalecendo as bases para a paz na península coreana. De fato, nos últi- mos dois anos, o governo coreano alcançou muitas vitórias e continuará ativamente se relacionando com a comunidade internacional.
A República da Coreia tem a honra de sediar a Cúpula do G-20 em 2010.
Em conferência conjunta com o Primeiro Ministro do Canadá, Sr. Steven Harper, em 25 de setembro de 2009 na Cúpula de Pittsburgh, o Presidente Lee Myung-bak anunciou a decisão, por unanimidade, dos líderes do G-20 de ter a Coreia do Sul como anfitrião da reunião de novembro de 2010. Este feito reflete o reconhecimento, pela comunidade inter- nacional, dos esforços da Coreia e da capacidade do país de se tornar um jogador de desta- que na arena global. O governo sul-coreano está trabalhando arduamente para que a Cúpu- la de Seul do G-20 possa apresentar soluções para as questões econômicas globais ainda pendentes.
Em 25 de novembro de 2009, a Coreia do Sul se tornou – também por vo- tação unânime – o 24º membro do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimen- to (CAD) da Organização para a Cooperação e De- senvolvimento Econômico (OCDE). Os membros do
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CAD deram grande importância à anuência da Coreia, o único país na história da organização a passar de nação be- neficiária para nação doadora. O governo coreano seguirá com sua promessa de aumentar a assistência oficial ao de- senvolvimento (ODA, em inglês) para 0,25% de sua renda nacional bruta até 2015, além de fazer melhorias no sistema de ajuda coreana para atingir os padrões exigidos pelo CAD.
(Continua na página 2) Foto: Cheong Wa Dae
Presidente Lee e o Primeiro Ministro canadense Steven Harper na Cúpula do G20 em Pittsburgh (2009)
Foto: Cheong Wa Dae
Presidente Lee e o Presidente Barack Obama em junho de 2009 na Casa Branca
Realizações diplomáticas nos primeiros dois anos da administração Lee Myung-bak
1
Coreia lança oficialmente unidade de manutenção da paz para o Haiti
3
Notícias Recentes—
Coreia no Projeto TAV Brasil
4
Coreia aprova ajuda hu- manitária de emergência para as vítimas do terre- moto no Chile
4
Indicadores econômicos de fevereiro 2010 5
A administração Lee Myung-bak também se engajou ati- vamente na diplomacia para fortalecer as relações de coo- peração com os outros países. O governo coreano tem trabalhado para desenvolver a aliança Coreia–EUA a fim de melhor encararem os desafios do século XXI. O Pre- sidente Lee realizou sete cúpulas nos últimos dois anos com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e anunciou, no dia 16 de junho de 2009 em Washington, a chamada “Visão Conjunta para a Aliança da República da Coreia e dos Estados Unidos da América”. A Coreia faz parte do programa de isenção de vistos para os Estados Unidos desde novembro de 2008, o que permite aos sul- coreanos visitarem aquele país sem visto de entrada por até 90 dias.
A Coreia também trabalha de perto com a China e o Ja-
pão, através de Cúpulas Coreia-China-Japão e reuniões de Ministros das Relações Exteriores. A Cúpula Coreia-China- Japão ocorreu pela primeira vez em dezembro de 2008 em Fukuoka, Japão, por sugestão coreana. A Coreia continuará
cooperando com ambos os países em diversos temas, entre eles a questão nuclear da Coreia do Norte, a coope- ração econômica, a cultura e o intercâmbio entre pessoas.
Esforços para estreitar os laços com outros vizinhos asiá- ticos também foram feitos nos últimos dois anos. No co- meço de março de 2009, o Presidente Lee Myung-bak anunciou a “Nova Iniciativa Asiática”, que visa melhorar a cooperação sul-coreana com outros países asiáticos vizi- nhos. A Cúpula Comemorativa ASEAN-Coreia ocorreu nos dias 01 e 02 de junho na ilha de Jeju, Coreia, para comemorar o 20º aniversário das relações ASEAN- Coreia.
Dada a grande dependência econômica da Coreia no co- mércio, o país diversificou sua rede de Acordos de Livre Comércio através do Acordo de Livre Comércio Coreia- União Européia, do Acordo Compreensivo de Parceria Econômica (CEPA, em inglês) Coreia-Índia e do Acordo de Livre Comércio Coreia-ASEAN. O Presidente Lee e o Pri- meiro Ministro sueco, Fredrik Reinfeld, apresentaram o acordo entre a Coreia e a União Européia, após dois anos de ne- gociações, em conferência conjunta realizada em Estocolmo em julho de 2009. Este acordo será formalmente assinado em abril de 2010. A assinatura do CEPA (que é substancial-
mente similar a um Acordo de Livre Comércio) com a Índia ocorreu em agosto de 2009 e passou a vigorar em janeiro de 2010. Com esses dois acordos comerciais, a Coreia assegurou um enorme mercado externo, com uma população de 1,7 bi- lhões.
A América Latina também ganhou destaque durante esses dois anos de administração, com visitas do presidente sul-coreano ao Peru, Chile e Brasil. A convite do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente Lee Myung-bak realizou visita oficial à República Federativa do Brasil de 17 a 20 de novembro de 2008. Em 19 de novembro, o Presidente Lula e o Presidente Lee mantiveram encontro durante o qual trocaram visões aprofundadas sobre como fortalecer as relações de amizade e cooperação entre os dois países e aumentar sua cooperação no plano internacional.
(Continuação da página 1)
(Continua na página 3) Segunda Cúpula Coreia-China-Japão em Beijing (Out 2009) Foto: Cheong Wa Dae
Foto: Cheong Wa Dae
Representantes da Cúpula Comemorativa ASEAN-Coreia se reúnem em Jeju, Coreia, em junho de 2009
Foto: Cheong Wa Dae
Presidente Lee Myung-bak e o Primeiro Ministro da Suécia Sr. Fredrik Reinfeld em encontro em julho de 2009
Os dois líderes expressaram satisfação com as maiores possibilidades de progresso em vários campos das relações bilaterais, tais como político, comercial, investimentos, ciência e tecnologia, sociedade e cultura. Os presidentes reafirmaram o compromisso de seus governos com a
(Continuação da página 2)
implementação da "Parceria Abrangente de Cooperação para a Prosperidade Comum no Século XXI", estabelecida em novembro de 2004. Ademais, os chefes de estado sublinharam o grande potencial para expansão das relações bilaterais em grande número de áreas, tais como usos pacíficos da energia nuclear, biotecnologia, tecnologia da informação e da comunicação (TIC), infra-estrutura, cooperação acadêmica e agricultura.
Como a única nação dividida restante no mundo, a República da Coreia espera ansiosa por uma unificação pacífica com a Coreia do Norte. Não obstante, o programa nuclear da Coreia do Norte é um forte detrimento à paz na península coreana.
Como parte dos esforços para resolver a questão nuclear da- quele país, o Presidente Lee apresentou a proposta da
“Grande Barganha” em setembro de 2009. A proposta garante segurança e assistência econômica da comunidade internacio- nal para a Coreia do Norte em contrapartida ao encerramento de seu programa nuclear. A Coreia do Sul continuará a traba- lhar com seus parceiros para reabrir as negociações hexaparti- tes e assegurar a estabilidade na península coreana.
Foto: Cheong Wa Dae
Presidente Lee Myung-bak se encontrou no Brasil com o Presidente Lula, em novembro de 2008
A Coreia do Sul acaba de enviar um contingente de tropas de manutenção da paz para o Haiti, com a promessa do Presidente Lee Myung-bak de que o país irá tomar maiores medidas na assistência a países atingidos por crises.
A Coreia do Sul mandou um total de 240 mantenedores da paz ao Haiti no final de fevereiro, se tornando a sexta unidade de manutenção da paz das Nações Unidas tra- balhando na reconstrução daquele país.
“O Haiti está entre os países que nos ofereceram bens durante a Guerra da Coreia. É chegada a hora de retribuir esta bondade”, disse o Presidente Lee através de uma car- ta de encorajamento lida pelo Ministro da Defesa, Kim Tae-young, durante a cerimô- nia de inauguração das tropas de paz sul-coreanas. “O país e seu exército devem au- mentar seu papel em questões internacionais de desastres, pobreza, subdesenvolvi- mento e paz”.
O envio das tropas vem após o parlamento sul-coreano ter aprovado um plano de 28,7 bilhões de won (US$ 25 mi- lhões) para ajuda na cidade de Leogane, uma das regiões mais atingidas pelo terremoto e que fica cerca de 40 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
A cerimônia de inauguração e envio dos mantenedores da paz ocor- reu na cidade portuária de Incheon, próxima à Seul, e contou com a presença de mais de 1.400 pessoas, incluindo ministros, militares e familiares. As tropas permanecerão no Haiti até 31 de dezembro des- te ano.
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Lee Myung-bak
Presidente da República da Coreia
Foto: Yonhap News
Contingente posa para foto durante cerimônia de inauguração das tropas de manutenção da paz do Haiti
No dia 24 de fevereiro de 2010, a Embaixada da Republica da Coreia organizou, na residência oficial do Embaixador Kyonglim Choi, um almoço para autoridades de vários setores do governo brasileiro envolvidos no Projeto TAV – Trem de Alta Velocidade do Brasil, e para investidores do setor privado brasilei- ro. Autoridades como o Secretário Executivo do Ministério de Transpor- tes, Sr. Paulo Sergio Passos; o Diretor-Geral da ANTT, Sr. Bernardo Fi- gueiredo; e o Deputado Federal Sr. Jaime Martins, ex-Presidente da Co- missão de Viação e Transportes, representantes do Ministério de Planeja- mento, Orçamento e Gestão, do BNDES, e outras autoridades do gover- no brasileiro, estiveram presentes para prestigiar o evento. O encontro teve como objetivo apresentar e promover o Consórcio Coreano, forma- do por empresas coreanas e brasileiras, juntamente com entidades públicas do setor de transportes da Coreia, que concorrerá no processo de licitação do TAV Brasil, previsto para o próximo mês de maio de 2010. Durante o evento, foi feita a exibição de um vídeo institucional sobre o conceito do Consórcio Coreano para o projeto. Ao receber os convidados, o Embaixa- dor Sr. Kyonglim Choi discursou, em português, sobre a importância dos investimentos que o Brasil tem feito no setor de transporte e infra-estrutura e ratificou o grande interesse que a Coreia tem em participar na realização destes investimentos federais, contribuindo, principalmente, com sua experiência no desenvolvimento de tecnologia em trens de alta velocidade.
Nos dias 4 e 5 de março de 2010, uma delegação encabeçada pelo Vice-Ministro de Territórios, Transportes e Assuntos Marítimos da Coreia, Sr. Hong Soon-man, e composta por diretores de empresas públi- cas do setor de transporte e altos executivos das dez maiores construtoras privadas coreanas, visitou o Ministério de Transportes e a Agência Nacio- nal de Transportes Terrestres (ANTT), onde foi recebida pelo Secretário Executivo Sr. Paulo Sergio Passos e pelo Diretor-Geral Sr. Bernardo Fi- gueiredo, respectivamente. Durante as duas visitas, a delegação coreana teve a oportunidade de comprovar o interesse do governo brasileiro em ter a Coreia como um importante parceiro de negócios. O grupo coreano, por sua vez, reafirmou seu grande interesse e compromisso em participar do processo licitatório para a execução do Projeto TAV Brasil, cujo Edital Final de Licitação é aguardado com ansiedade pelo consórcio sul-coreano.
N OTÍCIAS R ECENTES — C OREIA NO PROJETO TAV B RASIL
Autoridades assistem à apresentação do Consórcio Coreano para o TAV Brasil, na Residência Oficial.
Embaixador Kyonglim Choi e delegação coreana se reunem com o Sec. Executivo Paulo Sergio Passos
lhões e providenciará barracas, geradores e tabletes de purifi- cação de água, bens que podem facilmente ser entregues e que estão na lista de itens solicitados pelo governo chileno à co- munidade internacional., além de discutir mais detalhadamen- te medidas assistenciais com o próprio governo chileno. Tam- bém será discutida a necessidade de se mandar equipes de assistência médica ou especialistas em inspeções de segurança de estruturas.
Ademais, o governo da Coreia irá estudar a possibilidade, se necessário for, de enviar ajuda extra, levando-se em considera- ção o tamanho da destruição e a assistência oferecida pela comunidade internacional.
Em referência ao recente terremoto que atingiu o Chile, o governo da Coreia do Sul realizou, no dia 02 de março, sua segunda reunião de resposta emergencial, a fim de discutir as medidas de assistência adotadas pelo governo.
A reunião, presidida pelo Sr. Park Young-june, Vice- Ministro de Política Governamental do Escritório do Pri- meiro Ministro, contou com a presença de agências rele- vantes, incluindo o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Saúde, o Ministério do Bem-Estar e Família e da Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA, em inglês). O governo sul-coreano decidiu ofere- cer ajuda humanitária emergencial no valor de US$ 2 mi-
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Termo de responsabilidade: Os artigos contidos nesta publicação foram tirados de fontes diversas e não refletem necessariamente as visões da Embaixada da República da Coreia
O Ministério da Economia da Coreia divulgou os números da balança comercial para o mês de fevereiro. A Coreia registrou lucro comercial de US$ 2,33 bilhões. O retorno a território posi- tivo pode ser atribuído à exportação de mais navios e à importa- ção de menos óleo bruto em comparação a janeiro.
As exportações subiram 31%, para US$33,27 bilhões. Este forte crescimento anual é principalmente o resultado da recuperação da recessão global – marcada pela forte demanda dos mercados
I NDICADORES E CONÔMICOS D E F EVEREIRO DE 2010
Taxa de Crescimento Anual das Exportações para os principais itens de Exportação
Taxa de Crescimento (%)
Semicondutores 118,4 %
Têxteis 17,3 %
Produtos de petróleo 37,3 %
Maquinário em Geral 21,6 %
Petroquímicos 51,6 %
Dispositivos de LCD 60,3 %
Aço 6,0 %
Automóveis 32,9 %
Eletrodomésticos 43,8 %
Peças de automóveis 89,1 %
Computadores 18,6 %
Navios 15,0 %
Dispositivos de conexão sem
fio -20,0 %
Taxa de crescimento das exportações para os principais
parceiros comerciais
Taxa de Crescimento (%)
China 37,7 %
Estados Unidos 13,5 %
Japão 20,4 %
ASEAN 31,0 %
Oriente Médio -14,2 %
América Latina 42,7 %
União Européia -3,7 %
Oceania -26,8 %
emergentes e de um devagar, porém constante, cresci- mento nos países desenvolvidos. O volume de expor- tação na maioria dos setores chaves aumentou consi- deravelmente. Notavelmente, a exportação de semi- condutores cresceu 118,4%. As exportações para a maioria dos parceiros chaves aumentou durante os primeiros 20 dias de fevereiro – com exceção da Uni- ão Européia, Oriente Médio e Oceania.
Em contrapartida, as importações cresceram 36,9%, para US$30,94 bilhões. A entrada no país de navios contendo matéria prima aumentou 39,4%, enquanto as importações de capital e bens de consumo aumen- taram 34,2% e 49,1%, respectivamente.